just give me a reason

O poeta não chora. O poeta ora, derrama lágrimas em letras, tristezas em versos, lamúrias em árias, vertentes de águas em palavras de mágoa… O poeta não chora, soluça em hiatos e ditongos, seus prantos são cantos, sua dor estribilhos, prismas de sílabas e irmas. O poeta mente, sente o que não consente, descontente em sentimentos, mas contente em seus lamentos. O poeta é um falsário, não disfarça a sua dor, mas fala em tom de farsa. O poeta comove, e se revela quando se esconde. O poeta ora, o leitor é quem chora.

Cinzentos     (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)

Quantas vezes você ja mudou de assunto só para não falar dos seus sentimentos?

Pink (via decisoes)

Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça sofrerá menos do que alguém que for demitido. Onde está o hematoma causado pelo desemprego, onde está a cicatriz da fome, onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito? Custamos a respeitar as dores invisíveis, para as quais não existem prontos-socorros. Não adianta assoprar que não passa. Tenho um respeito tremendo por quem sofre em silêncio.

Martha Medeiros.  (via enamora-r)